Espírito Santo Já tem 2 milhões de veículos circulando no Estado.

O Espírito Santo alcançou a marca histórica de 2 milhões de veículos em circulação nas ruas. A frota foi registrada na semana que antecede o Dia Mundial Sem Carro, celebrado amanhã em todo o mundo como forma de conscientizar a população sobre o uso excessivo do automóvel.

Como o Estado tem 4 milhões de habitantes atualmente, a proporção chega a um veículo para cada duas pessoas.

“É um número elevado, o que demanda uma adaptação do poder público. O problema é que essa crescente foge do controle dos órgãos de trânsito, pois é uma questão de mercado. Independente da crise econômica, adquirir veículo está cada vez mais fácil”, afirmou o diretor técnico do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), George Alves.

O crescimento percentual da frota no Espírito Santo tem sido maior do que o aumento populacional do Estado nas três últimas décadas: enquanto o número de moradores ainda não dobrou, a quantidade de veículos cresceu seis vezes.

Em 1989, por exemplo, eram somente 297 mil veículos circulando. Na mesma época, a população capixaba estava em 2,4 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, 30 anos depois, a população atingiu a marca de 4 milhões, mas a frota de veículos já chega a 2.002.314.

Alternativa

Como o investimento em infraestrutura não acompanha a mesma proporção deste crescimento, o que se vê na Grande Vitória são filas de carros em diversos horários do dia.

O secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, ressalta que ainda é preciso resolver alguns gargalos no trânsito, mas a prioridade hoje não é mais o carro.

“Agora, trabalhamos mais no conceito de priorizar o transporte público. O papel do governo é fomentar o uso desse meio, integrando ele às outras formas de locomoção. Algumas viagens podem ser feitas de carro, mas é possível utilizar o transporte público nas viagens mais longas pela cidade. Por isso, nossa ideia é trazer mais conforto, rapidez e eficiência para os ônibus”, disse.

Por Rafael Gomes.

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