8.200 trabalhadores no Estado vão bancar rombo em fundos de pensão

Mais de 8.200 trabalhadores, entre ativos e aposentados, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras e dos Correios no Espírito Santo estão tendo que pagar do próprio bolso por rombos gerados em fundos de pensão. No total, eles dividem meio a meio com as estatais os gastos para arcar com

R$ 41 bilhões de déficits – boa parte deles motivados por investimentos equivocados e que estão sendo investigados por suspeitas de corrupção.

Eles são trabalhadores e aposentados beneficiários de fundos como o Funcef (da Caixa), o Petros (da Petrobras) e o Postalis (dos Correios). Cada fundo funciona como um plano de previdência complementar, que desconta mensalmente uma fatia do salário dos funcionários.

Por conta dos rombos, os profissionais chegam a pagar 28% a mais da contribuição para o fundo por tempo indeterminado, como no Postalis. Já para os participantes do Funcef, a “contribuição extraordinária”, como descreve o fundo, fica entre 2,53% e 22,91% do desconto do benefício, percentual que varia de acordo com o plano e o salário, e que será subtraído até 2033.

Para os 1.652 participantes do Petros em terras capixabas, sendo 412 ativos e 1.240 aposentados, o percentual vai de 13,5% a 19,2% no valor do subsídio.

No caso do fundo de pensão dos Correios, que possui 3.434 participantes no Estado, um dos investimentos suspeitos é o da compra de papéis da dívida da Argentina e da Venezuela, considerados títulos podres, que não devem ser pagos. Outra irregularidade encontrada foi a de rasuras em documentos de outros investimentos feitos pelo Postalis. O rombo do fundo está em R$ 5,6 bilhões, mas deve crescer neste ano.

Para quem contribui para o Funcef, que conta com 3.196 participantes no Espírito Santo, o rombo está em R$ 7,7 bilhões. Entre as movimentações investigadas pela Polícia Federal que ajudaram a elevar o déficit, estão investimentos na Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras para administrar sondas de perfuração da estatal e que conta com indícios de propina em diversos contratos.

Fonte? Gazeta online